sábado, 20 de agosto de 2011

aqui e agora.

h.: Peço-te hoje que voltes ao local onde pela primeira vez te prendi em meus braços e te pedi para comigo ficares. O nosso local secreto onde o desejo prevalece. O desejo incessante de sentir os nossos corpos unidos num só. Onde nunca te cingiste a um só toque. Volta hoje para meus braços e diz-me que para sempre minha serás.

m.: Não te canses de pedidos, porque há muito que deixei de ser a tua fuga a dias livres. Agora sou quem sempre fui, quem não te queria.

h.: Desiste da resistência que dás. Dá-me uma razão para esquecer cada momento nosso, uma razão para esse fim já limitado por ti. Uma, e uma só. Pois eras tu aquela que a meu lado eu sempre quis. Aquela que me vem à memória todos os dias da minha vida. Aquela que sempre amei.

m.: Pára! Por favor, não tragas à memória o passado longinquo, o passado perdido. Sendo esse o passado esquecido e por mim apagado.

h.: Um dia voltarás aquele espaço perdida em memória, onde irás recair nos sentimentos mais verdadeiros. Onde lembrarás o meu cheiro, os nossos olhares e os gestos mais simples trocados. Nesse dia tudo virá ao de cima. O passado trará a mórbida curiosidade do que seria o futuro comum. Nesse dia abrirei meus braços e afogarei todas as tuas mágoas em mim.

m.: Não olhes a um futuro que não te pertence. O futuro que não existirá. Põe de parte toda essa esperança. Fica-te por ai, não me assombres mais os dias com o passado já apagado. Sai da minha vida! Eu sem ti tornei-me mais forte, tornei-me tudo.

h.: Nunca serás um tudo enquanto incompleta.  Podes tentar roubar-me o futuro mas não me poderás poderás proibir de lembrar o passado e tudo o que foi anteriormente. Ficarei hirto à espera da tua chegada. Pois sei que essa revolta não irá sucumbir tudo o que foi.

m.: Não persistas no que terminou, no que já não volta. Chega dessas insistências sem propósito válido. Dessa conversa inoportuna e sem qualquer cabimento. À tempo que aprendi a viver sem ti, à tempos que nenhum pensamento recaia sobre ti ou nós. Por isso, admite, vê que acabou, aceita o fim, aceita que te esqueci, aceita que me esqueces-te.

h.: O nosso amor prevaleceu, sobreviveu a tudo o que lhe sobrepós, pois sempre foi o mais verdadeiro dos sentimentos. Por isso peço que te redimas a esse poder e a essa força colossal. Que te deixes ir por este desejo insaciável, que voltes para mim.

m.: Não reivindiques algo que à muito deixou de te pertencer. Não enuncies pretextos já passados. Porque o que passamos, à muito que terminou.

h.: Desisto aqui e agora, em sofrimento e angústia. Desisto não por deixar de te amar, pois amo como sempre amei, mas já não estou apto a tal sofrimento. Estou fraco e aniquilado. Porque o que sinto é excessivo e arrasador. Entristece-me saber que todo o meu esforço foi em vão. Afrouxaste todas as minhas forças. Por isso desisto, aqui e agora, revelo a minha dor, deixando agora cair cada lágrima depositadas desde a tua partida.
Parto agora, com o sentimento de derrota e para trás deixo todo um passado repleto de desejos e promessas.
Hoje terminarei com o 'adeus' mais doloroso que alguma vez declarei.
Sendo que - mulher que mais amei - de ti me despeço, com um simples adeus de derrotado.

16 de Agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

a minha vida resume-se a uma palavra : fotografia.

não importa

Não importa o tempo que passou ou que passará, não importa a distância, não importa o que se passou durante o tempo em que tiveram separados, apenas importa o que sentem quando estão juntos. O tempo que têm lado a lado. O tempo em que partilham os seus sonhos e desejos, o tempo em que demonstram verdadeiramente o seu amor. O tempo em que se olham nos olhos e percebem que aquilo sempre foi o mais real. O tempo em que são só ele e ela, onde nada mais existe. Por isso, não importa que passem três, quarto ou até dez anos, eles sabem que quando voltarem a estar juntos tudo aquilo vai voltar, não importando o que cada o construiu até lá. Não importando rigorosamente mais nada. Apenas ele e ela, não sendo hoje ou amanhã, mas sendo para sempre.