sábado, 16 de novembro de 2013

«quem muito se ausenta um dia deixa de fazer falta»

Quem nunca ouviu esta velha e gastada frase. Pois é bem verdade. Um dia foi tudo muito bonito, mas com o tempo conhecemos o que há por detrás da capa de principe encantado. Pois é. Ontem era tudo, hoje é quase nada. E quanto menos há mais a pessoa precisa, é verdade, no entanto, todos nós nos vamos habituando à 'falta de...' que um dia nos deixa de fazer falta mesmo. E quando nos acomodamos e habituamos a viver sem isso, perdemos também o gosto pela pessoa. E quando deixamos de nutrir sentimentos pela pessoa então.... pois é, deixa de funcionar, e quando a pessoa percebe isso, e tenta correr atrás, já é tarde. Porque se fosse verdadeiro nunca se teria ausentado, porque por muito que o outro lado goste, e por muito que esse lado tenha tentado lutar, quando a ausência existe, existe um vazio, e o vazio dói, dói tanto que a pessoa acaba mesmo por desistir.
Quem gosta cuida. Quem gosta luta. Quem gosta não precisa de fugir para ter espaço.
Porque quando te aperceberes, vais perceber que percebeste tarde.

sábado, 9 de novembro de 2013

take a break.

sabes quando estás à beira de um precipício ? quando passas a fase da própria rotina, e entras num estado de cansaço extremo ? quando a confusão se apodera de ti, e te tornas inconsciente face aos teus actos ? ... Pois é, estás exausta de lutar, mas sentes-te cómoda, sentes-te segura, mas não sabes sequer se estás feliz. Não sabes sequer o que queres para ti. Não sabes sequer o que é certo para ti. Como tal segues a rotina, e a lei do comodismo extremo, deixas-te levar pela onda, e vais enfraquecendo um bocadinho todos os dias, a própria esperança que tinhas...morreu. Agora só te resta a deriva, aquele caminho incerto e inseguro que tens caminhado todos os dias. E caminhas, caminhas apenas para ver onde te leva, ignoras tal cansaço, e prossegues caminho, no entanto, já fraquejas, já começas a perder a força, e tens cada vez mais vontade de te deixar cair. O teu maior medo já nem é só a queda, é a falta de força que terás para te levantares. Mas tremes, já não te consegues manter firme por muito tempo, o teu corpo tem vindo a recair a cada passo que dás, tens te ido apoiando nos momentos bons que tens, mas que são cada vez mais raros. Logo, nem tens tempo de recarregar essas forças, e desgastas no instante seguinte. É triste. Vives iludida, e cansada. Ainda assim, é de valorizar teres vontade de prosseguir, enfrentado todos esses obstáculos, mas creio que está na hora de fazeres uma pausa, e não, não digo para desistires, digo uma pausa, algo que te deixe livre de tudo, que te faça pensar, e organizar essa cabecinha confusa. Uma pausa por ti, sem pensares em mais ninguém, deixa esse altruísmo de parte por momentos, e pensa em ti.