Estava num abismo sem
saída, algo tão profundo como o teu olhar, algo que me abalava e confundia. O
que tinha sido tão perfeito tornara-se em algo tão forte e angustiante como o
ódio. A pessoa que amava e pensava que ser ideal, tornara-se em alguém falso e
desprezivel. No meu quarto, tudo se tornou escuro e frio, como se deixasse de
existir alguém a habitá-lo. Será que eu existia ? Será que eu estava realmente
ali? E aquele preto, aquela ausência de luz e cor, será que representava a
minha tristeza? Na realidade já nem sabia que pensar, sentia como se o mundo se
desvanecesse entre aquelas quatro paredes, como se deixasse de existir vida
naquele espaço.
Saí à rua e continuava tudo tão escuro, parecia que tudo perdera a cor.. decidi correr para casa e olhei-me ao espelho, algo que não fazia há imenso tempo, pois perdera a vontade de me encarar. Ao ver-me percebi que esse preto que eu via na realidade era o reflexo do meu ódio, aquele ódio que nasceu de uma desilusão, de uma perda… Aquele preto era o meu reflexo, o reflexo da nossa relação.
Eu tinha medo daquele preto, do preto do meu ser, no que eu me tornara. Aquele ódio tinha invadido o meu corpo como um vírus, uma doença sem cura. Desde o momento em que tudo aquilo acabara, desde o dia em que eu descobri quem realmente eras, eu deixei de encontrar razão para viver, perdi a noção da felicidade. Sentei-me na cama e, agarrada à almofada, chorei enquanto relembrava tudo o que tínhamos passado juntos, e que acabara com a mentira e a tua traição. Trancada no quarto e após tantas lembranças, olhei o preto em meu redor e pus um fim àquele sofrimento, lembrando-me de como eu era feliz mesmo antes de te conhecer. Decidi então largar toda aquele sentimento, e deixei aquele preto, voltando a ser eu.
*texto para português em : 14 de Dezembro de 2010*
Saí à rua e continuava tudo tão escuro, parecia que tudo perdera a cor.. decidi correr para casa e olhei-me ao espelho, algo que não fazia há imenso tempo, pois perdera a vontade de me encarar. Ao ver-me percebi que esse preto que eu via na realidade era o reflexo do meu ódio, aquele ódio que nasceu de uma desilusão, de uma perda… Aquele preto era o meu reflexo, o reflexo da nossa relação.
Eu tinha medo daquele preto, do preto do meu ser, no que eu me tornara. Aquele ódio tinha invadido o meu corpo como um vírus, uma doença sem cura. Desde o momento em que tudo aquilo acabara, desde o dia em que eu descobri quem realmente eras, eu deixei de encontrar razão para viver, perdi a noção da felicidade. Sentei-me na cama e, agarrada à almofada, chorei enquanto relembrava tudo o que tínhamos passado juntos, e que acabara com a mentira e a tua traição. Trancada no quarto e após tantas lembranças, olhei o preto em meu redor e pus um fim àquele sofrimento, lembrando-me de como eu era feliz mesmo antes de te conhecer. Decidi então largar toda aquele sentimento, e deixei aquele preto, voltando a ser eu.
*texto para português em : 14 de Dezembro de 2010*

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