quinta-feira, 26 de setembro de 2013

momentos incompreensíveis.

São quase três da manhã, olho por entre a porta e vejo que  toda a gente dorme, e eu aqui, sem sono, deprimida, frustrada.
Sabem quando começam mal uma semana, e parece que só tende em piorar, lá está, mesmo quando não acontece nada, parece que aconteceu tudo. E aqui estou eu, mais uma noite sem pregar olho, com as lágrimas a escorrerem-me pelo rosto, sem saber porquê. As minhas mãos falham-me, começo a fraquejar, olho em redor e tudo me parece tão igual, no entanto tão diferente. Não me lembro de me sentir assim à muito tempo. Estou confusa, cansada e triste. Não tendo explicação para essa tristeza, mas estou. Sinto uma vontade enorme de chorar, de me esconder, de desaparecer por horas. Mas lá bem no fundo preciso daquela companhia, daquela preocupação, daquele conforto de que estará lá alguém. Mas vejo isso a fugir me entre os dedos, vejo meio mundo apagado e meio mundo que não quer ver. Às vezes no meio de uma multidão é onde estamos mais sozinhos.
Manter o sorriso é fácil, agora dói ver que ninguém vê, ninguém vê que o sorriso é falso, ninguém vê. E pior é omitir o que para nós é tão confuso, tão estranho, um sentimento despropositado, no momento em que estou a viver. Devia estar feliz, tenho a minha familia, a pessoa que amo, o essencial, tenho tudo, no entanto bate aquele friozinho, de algo que continua a faltar...Algo que ainda não consegui decifrar.

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