Por vezes escrevemos a nossa sentença sem sequer nos
aprecebermo-nos de tal. Criamos ilusões de futuros ideais, e caimos sobre
realidades opostas. Lutamos, caimos, levantamo-nos e voltamos a cair. Só os
fortes continuam a lutar, os fracos, esses, disistem ao minimo desafio.
Creio que estou fraca. Já lutei, mas estou fraca. Fraca para
continuar esta luta. Existem muitas lutas, e esta, esta está derrotada. Não me
peças que continue a pensar que existe um amanhã comum, não me peças que
acredite num futuro a dois, se não me dás provas de uma luta mutua. E eu, eu
estou fraca para lutar sozinha. Sinto-me tão derrotada, enquanto a ti, te vejo
tão sereno e despreocupado. Como só de mim esperasses esforço. Como se só
eu bastasse para lutar uma luta de dois. Estou prestes a redimir-me. Afrouxaste
todas as minhas forças nesta luta incansável. Daí a minha fraqueza, daí
perceber o quão teêm sido escessivas as nossas discussões. Não tem qualquer tipo de cabimento esta luta,
quando nada é claro e concreto.
Como tal desisto aqui e agora, disto, do que foi, o do que
já não é. Desisto de ti e de mim, desisto de nós. Adeus.

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