Ao remexer em tudo, percebes que está tudo diferente, mas o que realmente é, em nada se alterou.
No passado a paixão, a descoberta, o desejo, o prazer fugaz. Com o tempo é o comodismo, o conformismo, a rotina e o ser por ser. Não deixou de ser amor. Um casal tem várias fases no seu relacionamento. A primeira fase é a paixão ardente, o desejo, são tudo juntos, é a fase do auto-conhecimento e da descoberta do outro, de seguida cria-se a procura, dos defeitos, das qualidades, do feito... Por consequência só os que aceitam ficam. E os que ficam passam à fase de pelejar, tentar lidar, e aprender a gostar, moldando-se. Depois desta fase muitos caem em rotina. O que leva à exaustão, ao cansaço, às discussões por tudo e por nada. O amor, esse está lá, mas aquela chama da paixão, está fraca. Com o olhar eles falam, mas o toque está fraco. A rotina, o poder do diariamente igual, pesa-lhes.
Aí chega aquela fase da surpresa, do reacender a chama, a fase do novo, dos pequenos gestos, logo ai, se essa fase não chegar, podem esquecer o final feliz. Esta fase tende em desabrochar o que o tempo tem vindo a levar, os carinhos de sentimento, o genuíno, o apaixonado. Ora aí está, o estar não compromete ao que realmente é. Há fazes más, todos as têm, mas quanto é amor, não são essas fases que o irão estragar.
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